Em Ruanda

Teclo de Kigali, capital de Ruanda.

A primeira impressão é ótima: um aeroporto pequeno e bonitinho. No balcões, gente que ajuda sem fazer cara de que quer bola pra aceitar seu visto.

E a mala chegou.

Detalhe aéreo: voei de Maputo (Moçambique) a Nairóbi (Quênia) num Embraer 170 da LAM – Linhas Aéreas Moçambicanas. Avião brasileiro, portanto. E voei de Nairóbi (Quênia) para Kigali (Ruanda) em outro Embraer 170, agora da Kenya Airways. Aeronave brasileira de novo, pois. Nunca, na minha vida toda, voei dentro do Brasil num Embraer de companhia brasileira. Só nos da FAB. Nosso bairrismo aeronáutico é do contrário.

Bom, mas eu dizia que Kigali é como o aeroporto: pequena e bonitinha, limpa, cercada por colinas, muito verde. E muitas casas de caniço também.

Lá no alto, bem no centro da cidade, está subindo o primeiro prédio realmente alto. Ou seja: a calma vai embora.

É a vontade do país, aliás. Imagine Minas Gerais, só que sem as minas. Não tem mar, ouro, prata, minério de ferro, carvão, diamantes. Depois do genocídio de 1994, que matou quase 10 por cento da população (vou repetir: matou quase 10 por cento da população. Sabe o termo “dizimar”? Poucas vezes tem aplicação tão perfeita, porque “dízimo” vem de dez), Ruanda precisava de um caminho pra recomeçar. E optou pelo serviço.

A internet é péssima e para poucos. Mas a construção de uma fibra ótica imensa deve mudar isso. Fundamental pra quem quer receber bancos, call centers, sei-lá-eu-o que-mais.

Segunda coisa foi bater firmemente na corrupção – como percebi já no aeroporto. Parece – parece – que vem funcionando.

Falta um monte de coisa, mas já tem computador em várias escolas, as estradas vão melhorando, a comunicação também. Como você vai ver em um Caminhos da Reportagem que vou começar a preparar assim que voltar para Maputo.

Antes, a eleição – aliás, já tem matéria minha sobre ela na Agência Brasil e na TV Brasil, mas é duro usar a pouca internet que tenho para mexer no blog. Dá uma olhada lá. Os links estão aí do lado. Pois então, sobre a eleição, volto ao aeroporto, só pra confirmar que mudança é processo mesmo – não vem tudo junto não. O sujeito lá me ajudou com o visto, não fez cara de que queria algum… mas, funcionário púbico, estava com lindo bottom de Paul Kagame, presidente e candidato.

Aparelhamento!

Quarta-feira cairemos no mundo. Vamos circular pelo país que é um tico maior que Sergipe (nosso menor estado em extensão) e enfia uma população de meio Moçambique nessa gavetinha.

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Um comentário em “Em Ruanda

  1. E a mala chegou foi ótima!
    Realmente a chegada dos arranhas-céus é o primeiro sinal do fim da calmaria! Mas todos querem o progresso e isso tem seu preço… Abs

    Curtir

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