Greve em Maputo: coleguinhas ilhados

Minha solidariedade com os coleguinhas aqui de Maputo que se preparam para passar a segunda noite seguida na redação.

Muitos vão de “chapa” – as vans – e não conseguiram voltar para casa nem ontem nem hoje. Afinal, elas não estão circulando.

Quem tem carro tem receio de passar pelo piquetes, pois vários foram queimados. E os bloqueios surgem muito rápido.

Sem contar que os postos de combustíveis estão fechados há 2 dias – não se pode reabastecer.

Hotéis? Todos lotados por causa da FACIM. Comida? Os restaurantes, bares e supermercados estão fechados porque os funcionários e as mercadorias não conseguem chegar.

Todas as TVs modificaram a programação para abrir espaço para os distúrbios sociais. Neste instante tem um debate ao vivo na TVM. A turma está trabalhando muito, preocupada com a família que ficou em casa.

Nosso carro tem uma imensa marca “TV Brasil”, imantada, em cada porta. Ajudou a nos proteger e, literalmente, quebrou os bloqueios durante os protestos.

Conosco está tudo bem.

Vamos ver como a cidade passa a noite. Vai acalmando de hora a hora. Pelo menos é o que parece.

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4 comentários em “Greve em Maputo: coleguinhas ilhados

    1. Concordaria com você se houvesse uma liderança conhecida, reconhecida e desejosa de poder. No caso, não há. Aliás, quem ela é? Seja quem for, quer menos do que isso.

      A não ser que surja daqui para frente. Vamos acompanhar.

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      1. Concordo consigo vizinho

        sem lider, nada se faz, alias,
        a violencia nao resolve nada

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