Jeitinho nosso, jeitinho deles

Fui à Assembléia da República gravar para uma reportagem que estou preparando sobre a força que as mulheres têm na política daqui.

A presidente (a) da casa é Verônica Macamo. Foi muito atenciosa comigo, gravando na rua, logo depois de despedir-se do presidente de Cabo Verde, que finalizava uma visita ao país.

Cheguei perto ela, por trás dos truculentíssimos seguranças, perguntei se queria falar. Gentil, ela me atendeu – para espanto de quem estava em volta.

Parênteses: foi o mesmo espanto quando falei com o presidente Guebuza, durante um evento em junho. Os seguranças simplesmente não sabem o que fazer, muito embora eu imagino o que passe pela cabeça deles. Fecha parênteses.

Enquanto gravava com a deputada, meti a mão no bolso, institivamente, como faço costumeiramente.

Pois senti uma mão sobre a minha, retirando minha mão de dentro do meu próprio bolso.

Nem virei pra ver se foi algum segurança (sei lá, com medo de eu puxar uma faca) ou foi o assessor de imprensa da Assembléia, que também estava do lado.

Fato é que minha postura incomodou alguém.

Fiquei sem reação na hora.

E tem coleguinha no Brasil ateando fogo às vestes gritando por “liberdaaade”, liberdaaaaaadeee”…

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2 comentários em “Jeitinho nosso, jeitinho deles

  1. Jura que fizeram isso? Afobadinha como eu sou não podia ser repórter aí porque iria morrer facinho facinho rsss.

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