Companheiros de armas

Segunda-feira estive na recepção que o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, ofereceu ao presidente de Cabo Verde, Pedro Pires.

Ambos lutaram – lutaram, aqui, quer dizer lutaram mesmo – pela independência dos seus países.

Pedro Pires fez treinamento militar em Cuba e União Soviética. Depois tomou parte do Conselho de Guerra em Guiné Bissau e negociou a independência em Cabo Verde.

Guebuza foi preso, torturado, e depois, já no governo, foi vice-ministro da defesa durante a guerra civil.

Na saudação, ele chamou Pedro Pires de “amigo”, “camarada” e “companheiro de armas”.

Talvez seja complicado pra alguém que nasceu, cresceu e viveu na zona sul de São Paulo, em apartamento acarpetado, com luz, água e gás, dois carros na garagem, estudando no Pueri Domus, fazendo cursinho no Anglo e inglês na Cultura, formando em faculdade privada, e frequentando o EC Pinheiros e o CA Paulistano (eu, por exemplo) entender que, para ambos, ser “companheiro de armas” é algo do qual eles não se envergonham. Muito pelo contrário.

Hoje em dia, depois de ver alguma coisa por aí, eu entendo, e bem.

E você?

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Um comentário sobre “Companheiros de armas”

  1. Eles não se envergonham porque aprenderam que “o aço se tempera no fogo”. Assim também é a fibra de muitos homens que enfrentam as adversidades da vida! Sua experiência por aí está tendo um recheio dos mais ricos hein?

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