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A caminho de Cabo Verde

Chego lá segunda-feira, depois de uma escala (longuíssima, aliás) em Lisboa.

É isso mesmo: pra ir da África para a África, é preciso dar uma passadinha na Europa.

Fico lá por quase duas semanas, ministrando cursos para os jornalistas da TV e rádio de Cabo Verde, focado na cobertura de eleições.

Por isso, aqui vai ficar meio parado por uns dias. Mas o Mosamblog, segue com as postagens normalmente.

O Sudão, o futuro e o milagre

Os especialistas com os quais tenho conversado/lido a respeito simplesmente não acreditam na realização da votação na data marcada.

Mas o posicionamento do líder do sul tem sido firme. Até porque, se não for assim, a tampa da panela voa mesmo.

Vou acompanhar com cuidado.

29/10/2010
Fazer consulta sobre futuro do Sudão no prazo será milagre, diz chefe da comissão

Eduardo Castro
Correspondente da EBC na África

Maputo – O chefe da comissão que organiza a consulta popular sobre o futuro do Sudão, Mohamed Ibrahim Khalil, disse que realizar o processo no prazo será um “milagre” que, no entanto, ainda pode acontecer.

A votação, marcada para o dia 9 de janeiro do ano que vem, irá definir se o Sudão, país de maior extensão territorial da África, continuará com as mesmas fronteiras. A consulta é uma exigência da Região Sul do país, rica em petróleo, que quer a independência. Faz parte do acordo de paz, fechado em 2005, que pôs fim a uma guerra civil de 23 anos, que matou mais de 1,5 milhão de sudaneses.

Khalil fez a afirmação aos jornalistas em Cartum, capital sudanesa, logo depois de anunciar a nova data para o início do recadastramento eleitoral: 15 de novembro, um dia depois do anteriormente previsto, por causa de um atraso na entrega do material. O registro dos eleitores poderá ser feito durante três semanas. A campanha está marcada para começar em 7 de dezembro.

Segundo o chefe da Comissão Eleitoral, o tempo é muito curto e os obstáculos começam a aumentar por causa da falta de recursos. O grupo espera mais apoio das entidades multilaterais. Até agora, não houve doações significativas. É necessária a contratação de mais de 10 mil pessoas para o registro de eleitores e para o trabalho no dia da votação. O custo total estimado supera os US$ 370 milhões (R$ 630 milhões).

Representantes das correntes políticas do Sul e do Norte voltaram a se reunir para discutir o andamento do processo. O líder sulista Salva Kiir reiterou que não vai abrir mão de fazer a consulta popular no dia marcado, mesmo se houver pedido de outros países.

A pressão no Sul do Sudão é grande, e a violência poderia voltar caso houvesse um adiamento.

Edição: Graça Adjuto

Maitê o os “meus direitos”.

Li agora que Maitê Proença voltou a ter direito de receber 13 mil de pensão dos pais mortos por nunca ter se casado no papel. A previdência paulista parou de pagar, ela recorreu e a justiça reconheceu o direito dela.

O “direito dela”…

É meu, eu tenho direito, e dane-se: se preciso ou não, se alguém precisa mais que eu, se as aposentadorias no geral são de menos de 3 mil, tudo isso vem depois do “meu direito”.

E se você não vai lá e exige os “seus direitos”, é chamado de trouxa. Afinal, ˜paguei meus impostos, tenho meus direitos”.

São tantos que pensam assim. Quase todos?

No início da Copa pus aqui um post pequeno, sobre um ministro que foi muito criticado na África do Sul por exercer o “direito dele” de levar o filho para uma cirurgia num hospital público.

Causou revolta na população, na imprensa, na comunidade médica. O raciocínio lá era o seguinte: se ele pode pagar, ele tem que pagar e deixar o espaço, os médicos e os recursos públicos para quem não pode.

“Direito dele” é o cacete.

Seus direitos são seus direitos pagando ou não impostos. Direito não se compra com imposto. É uma conquista reconhecida e garantida. Você tem direitos porque está vivo – isso basta.

Mas também é “seu direito” (oh!) optar por não se beneficiar deles. Ou permitir a outros que tenham acesso aos direitos deles, já que o orçamento do Estado tem limites e você tem como exercer seus direitos sem ser às custas dele.

Faça a sua escolha. E faça direito.

Dia do Rock? Então comecemos do começo.

No princípio, era só o verbo. Depois veio um violão e um baixo acústico. Só mais adiante, entrou a bateria. Foi em 1955.

Acima, That’s All Right Mama – primeira música gravada por Elvis Presley. Abaixo, I Got a Woman, de Ray Charles, que marca bem a transição blues-rock and roll.

Aqui, em versões de 1970.

Porque, como disse John Lennon, “before Elvis, there was nothing.