Bélia e o lábaro

Bélia é a produtora (já falei dela aqui. Clique pra ver, que vale.)

Durante os Jogos da CPLP, ela foi comigo ao Parque dos Continuadores, onde aconteciam as finais do atletismo. Estávamos na grama, no meio da pista, assistindo à entrega de medalhas, quando ela manda:

“Sr. Eduardo, o que é lábaro?”

“Ah?”

“Lábaro. Lábaro que ostentas estrelado…”.

Descobri que a Bélia, e milhares de jovens moçambicanas e moçambicanos, também não sabem o que é lábaro (como muitos brasileiros também não sabem), mas conhecem a letra do hino nacional brasileiro (o que muitos brasileiros também não conhecem).

Há algum tempo, o programa Hoje em Dia, do meu amigo Celso Zucatelli, fez uma promoção dando prêmio em dinheiro para quem cantasse o hino inteiro e corretamente. Como a TV Record retransmite o programa na sua TV Record Moçambique (sim, tem uma TV Record Moçambique – canal 5, VHF, aberto) e na também sua TV Record Internacional, milhares de moçambicanos, e – suponho – cabo-verdianos, tomeenses e gente de onde lá mais chegue o sinal delas – acabaram sabendo a) um pouco ao menos do hino brasileiro; e b) que os brasileiros não conhecem o próprio hino a ponto de saber cantá-lo valer prêmio.

Mas, afinal… o que é lábaro mesmo?

É bandeira, como você já sabia, né?. Mas bem que clicou aí no link só pra ter certeza…

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Mais Jogos da CPLP

Sandra segue colocando no Mosanblog os resultados dos jogos da moçadinha da CPLP. Farei mais uma reportagem com eles no fim da semana.

Clique aqui para ir ao Mosanblog. Ou no quadro amarelo aí ao lado – pintado, aliás, pelo moçambicano Akun. Ele fica pendurado bem na entrada da nossa casa aqui em Maputo.

Aproveite e veja lá também como é complicado dirigir na famosa e popular mão inglesa. Chega a doer as costas, por causa da posição na cadeira do motorista.

A bola rola, pá.

Começaram os jogos da comunidade de língua portuguesa aqui em Maputo.
Tem futebol, mas o Brasil está fora dele. Só joga em três das seis modalidade.

Aqui, como mostramos na TV Brasil.

A reportagem publicada na Agência Brasil está aí embaixo

19:18
29/07/2010
Abertos em Moçambique Jogos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Eduardo Castro
Correspondente da EBC na África

Maputo – Começou hoje (29) a sétima edição dos Jogos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O evento mobilizou a capital moçambicana, lotando hotéis e enchendo a cidade de faixas e de delegações. É a segunda vez que Maputo recebe os jogos – a primeira foi em 1997.

Participam cerca 600 atletas de Moçambique, Angola, Portugal, do Brasil, de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, da Guiné-Bissau e do Timor Leste, que disputam medalhas em seis modalidades: handebol feminino, atletismo masculino e feminino, basquete masculino, futebol masculino, tênis masculino e feminino e vôlei de praia masculino e feminino.

O limite de idade para os atletas é de 16 anos, a não ser nas modalidades paraolímpicas (categorias PPD T-12 e T-13), em que pode competir quem tem até 20 anos.

Além das competições esportivas, estão previstas atividades culturais com artistas dos oito países, para reforçar o lema escolhido para esta edição: “Uma comunidade, uma língua, um mar de culturas”.

O Brasil traz uma delegação de 67 pessoas, mas nenhuma desembarcou a tempo de participar da cerimônia de abertura dos Jogos. O voo que viria de São Paulo para a África do Sul foi cancelado. Os atletas só chegariam ä noite e não haveria tempo de fazer a conexão para Maputo.

Quatro integrantes do comitê organizador vestiram camisetas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e carregaram a placa com o nome do país na festa de abertura, no Pavilhão Esportivo de Maxaquene. O presidente de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, participou da abertura do evento.

O Brasil tem atletas em três das seis modalidades da competição. No basquete masculino, será representado pelo time do Colégio Pessoa, de São Paulo. No handebol feminino, pelas alunas do Colégio Anglo Líder, de Pernambuco. As duas equipes foram as vencedoras, na categoria 15 anos, das Olimpíadas Escolares de 2009. O Brasil também compete no atletismo para homens e mulheres, bem como no paraolímpico.

De acordo com o chefe da delegação brasileira, Jessé Oliveira, o país não traz estrelas ascendentes na delegação. Só promessas. “Estamos vindo com um grupo de atletas das modalidades coletivas que só participaram de competições escolares do Brasil”, disse ele.

“Alguns do atletismo já são ranqueados pelas suas federações e, possivelmente, já participaram de alguma competição internacional. Mas é possível que, para alguns, seja a primeira vez que estão saindo do Brasil, e até de seu estado, e indo para um outro continente.”

A ideia, segundo Jessé, é preparar a novíssima geração, dando a ela chance de entrar em contato com o exterior desde muito cedo. E não só para o esporte. “Não queremos formar apenas atletas, mas também bens cidadãos”.

A competição segue até o dai 7 de agosto.